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Franklin DB-1: Como era um livro eletrônico em 1992

O Digital Book System (DB-1) é um quase e-reader lançado há 17 anos que pode ser considerado o avô do Kindle. Desenvolvido pela Franklin Electronic Publishers, era capaz de carregar os livros disponibilizados individualmente em cartuchos. Essa empresa ficou famosa antes por ter sido processada pela Apple, acusada de vender computadores iguais ao Apple II.

A linha de produtos da Franklin possui visual muito parecido com as agendas eletrônicas que vemos no camelô. A diferença é que eles funcionam como dicionários e tradutores eletrônicos, além das versões que vem unicamente com a bíblia ou um guia médico na memória. Isso já pode ser considerado um livro eletrônico.

Mas o Digital Book System chega mais perto dos gadgets que temos hoje, pois com os cartuchos, ele possibilita leitura de vários livros. O DBS-1 possui teclado QWERTY, e sua tela monocromática de cinco linhas torna a leitura desconfortável. Só que, naquela época, isso era um detalhe que não ofuscava a emoção de possuir um e-book. Por dentro, um processador 65C816 esbanjando potência em 32 KB de memória RAM.

Os livros são vendidos separadamente com títulos variados, como dicionários, guias médicos, guias sobre baseball, nutrição, culinária, etc. Esse tipo de publicação fazia sucesso no aparelho, pois devido às suas limitações, ele só prestava funcionava bem como ferramenta de referências. Alguns cartuchos transformavam o DBS numa agenda eletrônica, ou ofereciam jogos envolvendo textinhos. Ah, agora entendi, é por isso ele tinha um teclado…

Quando chegou ao mercado (1992), o kit era vendido por 199 dólares, composto pelo aparelho e dois títulos (um dicionário e um game-pack com dez joguinhos ao estilo palavras cruzadas). Na época, cada cartucho com livro custava entre 50 e 130 dólares. Olha que absurdo: No seu lançamento, havia apenas três livros disponíveis. Para corrigir o erro, em 1993 a Franklin turbinou a lista com mais 50 obras.

Ainda hoje é possível adquirir os produtos da Franklin – inclusive cartuchos para seus e-readers. Mesmo tosco desse jeito, o DBS ganhou vários prêmios e suas vendas ultrapassaram a marca de cinco milhões de unidades. Nada mais justo para um aparelho que antecipava uma tendência, apesar das limitações de sua época.

Quer saber mais sobre a Franklin e o DBS? É só revirar as velhas páginas (web) empoeiradas da SmartComputing e da Funding Universe.

Acerca del Autor
Paulo Vanderley Estudante de Análise de Sistemas, escreve para Fayerwayer Brasil desde o início do site. Amante de tecnologia, nas horas vagas busca conhecer um pouco mais do universo da informática, pois seu objetivo é montar um império capaz de competir com o Google. Também está no Twitter: @paulovanderley.

Publicado em 14 de outubro 2009 por Paulo Vanderley na categoria Hardware, Miscelâneos com os tags , , . Tem 0 comentários.

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