A pornografia agora se inspira até mesmo em redes sociais

(Post noturno, não apropriado para crianças. Mentalize sua data de nascimento e se ela for superior a 28 de outubro de 1991, pare de ler essa notícia. É uma ordem.)
Não é segredo para ninguém que filmes eróticos realmente não se preocupam muito com coisas básicas como roteiro e continuidade, mas pelo menos eles tentam esconder isso um pouco. Aí eventualmente nos deparamos com pérolas como os dois filmes acima que são como uma declaração aberta de que eles nem se esforçam mais em parecer algum tipo de arte. Basta ver o que está na moda, colocar no título, juntar uma mulher gostosa, um cara fortão vestido de técnico de informática e tudo está resolvido.
Se os filmes seguirem um pouco a realidade podemos imaginar que “As Orkuteiras” é todo filmado no estilo Dogma 99, com a câmera na mão da protagonista, filmando daquele ângulo de cima clássico do Orkut em que é possível ver muito bem o decote mas a barriga (e as gorduras) fica escondida. E tudo é transmitido via Google Talk para 1250 amigos.
Já “Twittando e Transando” seria uma grande coletânea de rapidinhas, que devem ser descritas em 140 caracteres, que acabaria parando nos trending topics e mudaria para sempre o conceito de tuítar e retuítar.
Nossa, estou começando a achar que tenho futuro como roteirista na indústria nerd-pornográfica! Quer apostar quanto que os roteiros originais desses filmes são piores que os meus?
Link: Produtora faz “Twittando e Transando”, pornô baseado em microblog (Folha Online)
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