Kingo Labs – Responsável pelo migre.me [FW Entrevista]

Tivemos a oportunidade de conversar com Paula Signorini, uma das sócias da Kingo Labs, empresa recentemente criada depois do sucesso nacional do migre.me, famoso sistema brasileiro de divulgação das notícias mais comentadas no Twitter.
- Quem está por trás da Kingo Labs?
A Kingo Labs tem quatro sócios. Eu, bióloga e amante da administração. O Jonny, desenvolvedor, conhecido pelo migre.me e pelo infopod. A Maria Carol, desenvolvedora e amante dos dispositivos móveis. E nosso sócio investidor, a quem apresentamos nossos projetos e acredita no nosso sonho. Além de nós temos mais uma equipe, ainda pequena, formada por uma designer, um terceiro desenvolvedor e um relações públicas.
- Kingo Labs respira com o pulmão do migre.me… estou certo?
A Kingo Labs desenvolve sistemas para o Twitter (como o migre.me e o Twitted.me) mas também desenvolve sistemas para dispositivos móveis e sistemas para necessidades específicas dos nossos clientes. Somos de fato conhecidos por conta do migre.me, mas nosso plano de negócios não está focado só nele.
- Em que outros projetos trabalha a Kingo Labs?
Hoje estamos trabalhando em duas frentes: uma desenvolve sistemas para usuários Twitter, sejam eles usuários pessoa física ou usuários corporativos (pessoa jurídica). A outra desenvolve sistemas para smartphones.
Para usuários pessoa física, temos o migre.me e o twitted.me já lançados ou em fase de testes e outras em desenvolvimento.
Para usuários corporativos temos ferramentas para monitoramento de campanhas no Twitter como ranking dos usuários participantes, medidas de engajamento dos seguidores, instrumentos para identificar seguidores potenciais, instrumentos para estreitar relações entre empresa e consumidores, sistema de monitoramento e fiscalização para órgãos públicos e privados, tudo desenvolvido por nós, usando ferramentas brasileiras.
O Twitted.me foi colocado no ar como versão beta. Essa ferramenta inicialmente buscava por um único tipo de spammer, o que envia mensagens repetidas para diferentes usuários twitter. Entretanto, nessa fase beta já nos deparamos com outros tipos de spammers que incomodam as pessoas e estamos desenvolvendo novos filtros para incluí-los. Quando essa nova fase estiver pronta, lançaremos uma nova versão em português e uma primeira versão em inglês.
- Migre.me foi construído em pouco tempo, mas tem crescido de forma imparável em 2009. O que estão preparando para 2010?
Temos muitas coisas ainda para acrescentar ao migre.me. Em breve (espero que nas próximas semanas) lançaremos o novo layout do portal e aos poucos, até o final do ano, colocaremos novas atualizações de ferramentas para o site.
Para 2010 devemos focar nos usuários corporativos e em maneiras de estreitar a relação das empresas com seus consumidores. Também devemos ter o lançamento das primeiras ferramentas para smartphones.
- Como vocês vem os blogs no Brasil? Notam muita diferença entre os blogs nacionais e os estrangeiros?
A blogosfera (tanto nacional quanto estrangeira) está em constante aperfeiçoamento. É fato que essa mídia veio para ficar, mas estamos passando por momentos de seleção (de temas, de conteúdos, de opinião, de estilos). Cada vez mais os leitores cobram notícias melhores e mais bem escritas, notícias pensadas e não apenas descrição do óbvio. A opinião dos blogueiros conta mais agora do que contava antes.
Certamente há mais blogs americanos, por exemplo, do que blogs brasileiros. É natural que em números brutos eles tenham mais blogs bons do que no Brasil. Mas também é natural que, em números brutos, também tenham mais blogs ruins. Acho que a diferença maior é que a ferramenta “blog” está mais difundida lá do que aqui. Sendo assim, grandes jornalistas, grandes cientistas, grandes corporações buscam a feramenta para opinar, divulgar, informar, instruir. Aqui a ferramenta ainda é desconhecida por muitos e é vítima de preconceito por mais tantos, mas acho que estamos progredindo – e rápido.
– O que diriam aos empreendedores brasileiros que ficam com medo de criar a startup que desenharam no guardanapo?
Para iniciar uma startup é necessário mais do que um desenho no guardanapo. É preciso um plano de negócios, é preciso investimento, é preciso ajuda jurídica e contábil. Principalmente, é preciso ter espírito empreendedor e é preciso trabalhar muito. Nas startups se aprende muito, se acerta muito, mas se erra muito. E é preciso estar amparado e ter suporte de profissionais qualificados que entendam de startups. Sem isso, dificilmente o empreendimento dura mais do que um ano.
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