Neurocirurgia por ultrassom acaba com a bagunça na sala de operações

Uma empresa Israelense está desenvolvendo um equipamento capaz de atuar dentro do cérebro dos pacientes sem que seja necessário um corte sequer. Nada de brocas, abrir crânios, sangue pra todo lado nem semanas de recuperação após a cirurgia. E isso pode ser realidade em breve.
O ultrassom já é usado em tratamentos semelhantes em outras partes do corpo, como útero e seios, mas com a tecnologia disponível hoje, não é possível focar a energia do ultrassom com precisão dentro do cérebro. O crânio causa distorções nas ondas, que precisam ser compensadas para que se acerte o alvo (e se tem uma coisa que o paciente não quer é que o médico queime o lugar errado no cérebro dele!!).
Para fazer este ajuste o novo equipamento, chamado ExAblate 4000, conta com mais de mil transdutores ultrasônicos. Ajustando cada um deles individualmente, é possível encontrar uma combinação exata para o crânio do paciente. As ondas emitidas serão então focadas na área desejada e lá transformadas em calor, que queima a região, mais ou menos como se fosse um bisturi elétrico. A máquina já consegue uma precisão de 10 milímetros cúbicos para o ataque.
Para se ter certeza que está indo tudo bem, o paciente é monitorado por ressonância magnética. Assim, é possível saber em tempo real se o calor está no lugar certo, e evitar que outras áreas se danifiquem.
Experiências foram realizadas com sucesso no tratamento de dor crônica e tonturas, mas espera-se em breve poder atuar também contra o mal de Parkinson usando a técnica.
Link: Performing Brain Surgery with Focused Sound Waves (PopSci)
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